Sábado, 4 de Julho de 2009
Faz teeeeeempo....
Não povo, não enlouqueci: acontece que soubemos que estamos grávidos!!! Sim isto mesmo, sensacional e nascerá em novembro. Não achamos razoável encarar a imigração junto com parto e os desafios de cuidar de uma recém nascida. Portanto nosso projeto está adiado por um ano. Não desistimos do projeto, mas vamos só quando nossa filha tiver nascido e passado aqueles primeiros meses mais difíceis. E estamos bem felizes com isto.
Por hoje é isso. Acho que agora volto a escrever mais regularmente. Apenas o assunto pode mudar de imigração para filhos, hehehe...
Abraço!
Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Canadian Indie Rock no Texas
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Imigrar na crise é loucura....Então pode me chamar de Napoleão!
Domingo, 21 de Dezembro de 2008
Sorry, mas vou malhar o Brasil de novo
Começou uma obra do lado do meu prédio. Obra esta que consiste na tentativa de transformar uma casa em um prédio. Sério, estão adicionando uns dois andares à casa e para isto precisam de vigas de aço enormes. Agora imagina o comprimento desta viga. Imaginou? Agora calcula isto saindo arrastando de um caminhão, sendo colocada na posição vertical para depois ser solta sobre outras do mesmo tamanho. Tem idéia do barulho? Pois é, só que isto começou a ocorrer de noite, depois das 22:00, aos sábados de manhã. Enfim, horários que obviamente ninguém quer saber de dormir. Reclamei uma vez... reclamei duas...Na terceira decidi tomar providências “enérgicas”: liguei pra Eletropaulo (pegou: energia / Eletropaulo? desculpe, piadinha estúpida, não resisti). Na verdade fui atrás do tal de PSIU da prefeitura, o que foi quase impossível. Desisti, mas apelei e liguei pro 190, o que achava errado. Achei mais errado ainda quando ouvi a atendente do outro lado:
“Um-nove-zero qual sua emergêêiincia senhoor?” (sotaque paulistano).
Fiquei sem graça e mandei:
“DESCULPE, sei que este telefone não é para isto, mas...” e expliquei o problema. Para minha surpresa ela falou que OK, estavam mesmo infringindo a lei (perturbação da ordem pública) e que uma viatura iria ao local. Passaram-se uns 30 minutos e me ligaram:
“Seu Renato, aqui é o Sargento Pincel* (*Os nomes foram mudados para preservar os inocentes) , soube que o pessoal tá te atrapalhando, tal... mas é o único horário que eles tem para descarregar...é complicado...” – surreal!!!!!!! O cara defendendo o descumprimento de uma lei que eles mesmos me falaram que existia!!!! Mas no maior respeito com a autoridade respondi:
“Tentar cumprir uma lei (horário de circulação de caminhões) não permite descumprir outra (Lei do Silêncio), certo? É complicado, mas é errado...”
A resposta dele:
“Então o senhor abre um B.O.”
Pensei B.O. = Baita Otário: nada será feito...
Passam-se mais uns dias e enquanto sonhava as 7:15 da manhã comecei a me sentir no seriado antigo do Batman: “POW, TUM, BLÉIN” . Eram as malditas vigas de novo... Perdi a paciência e baixou o barraqueiro. Da sacada do meu apê gritei que se não parassem chamaria a polícia. O dedo médio erguido de um dos profissionais rudemente interrompidos por mim me indicou que talvez eu não tivesse sido muito persuasivo. Resolvi solicitar ajuda de alguém com melhores argumentos e liguei de novo 190 (“Desculpe, eu sei que não é uma emergência mas...”). Em 20 minutos veio a viatura e a obra parou. Mas aqui começa a m...eleca: 40 MINUTOS DEPOIS O VIDRO DO MEU CARRO APARECEU QUEBRADO!!!! Eu paro na rua e todo dia passo na frente da obra, ou seja, os caras sabiam quem eu era e que o carro era meu. Como nada foi roubado, tirei minhas conclusões. Não é um absurdo? OK, pode ser que não tenham sido os caras, mas duvido. De qualquer forma....ESTOU REVOLTADO! Sorte que tenho seguro do vidro e saiu de graça, mas achei tudo revoltante.
Pronto, desabafei, estou melhor, obrigado por ler. Quanto foi a sessão?
Era isso. Agora para quem pulou o relato, a continuação.
ÚLTIMO PARÁGRAFO: ...nosso país é lindo, os pássaros cantam, o sol brilha para todos. Para que sair né gente?
Um abraço
Então, se em algum próximo post você ler coisas do tipo "na próxima semana vou falar disso", ou "este post é o primeiro de uma série..." já sabe:não é para levar a sério, rs.
Um abraço,
Renato
Domingo, 30 de Novembro de 2008
Coisas estranhas e interessantes (ou muito além de Celine Dion 3)
Por falar em estranho, se você curte música eletrônica tem uma banda chamada Holly Fuck. Isso mesmo, mas normalmente os caras escrevem por aí Holly F*ck, assim ninguém percebe que é nome feio...dãã... Engraçado é nos podcasts: sempre tem um "píííí..." por cima. Acho que os caras odeiam tocar esta banda por terem que manter um estagiário só para fazer o "pííí..." toda hora que o locutor anuncia a banda. Dá uma olhada:
Outra duplinha bacana: Tegan and Sara. São gêmeas e tem um sonzinho bem interessante.
Por fim uma banda que não é estranha mas faz um som ótimo: Land of Talk de quem gosto muito da música "Some are lakes". Infelizmente não achei um vídeo decente no Youtube mas tem esta versão que é só o áudio. Acho duca!
Bom é isso. Abraço!
Arcade Fire (ou muito além de Celine Dion 2)
Como disse no post anterior, estou inspirado para falar sobre música. Acho que é por que voltei a tocar com a minha banda depois de 10 anos, então agora aguenta.
Desta vez vou falar de uma banda canadense (de onde mais?) que eu acho sensacional: é o Arcade Fire. Não sei se você já ouviu falar, mas ela foi formada em Montreal e faz bastante sucesso tanto no Canadá quanto fora. Já tocaram com U2, o David "Dinossauro" Bowie cantou várias músicas em shows deles, tocaram no festival de Glastonburry, que é super importante no Reino Unido, ou seja, os caras estão com moral. A banda, que canta em inglês, chega a se apresentar com mais de 10 integrantes que além dos tradicionais baixo, guitarra e bateria, tocam instrumentos que a gente não vê muito no rock como harpa, xilofone, acordeon. O resultado é duca, diferente e original. Mas como eles tem melodias bem trabalhadas, bonitas, o resultado fica show. Aliás em alguns momentos acho que elas lembram New Order (minha banda de cabeceira). Virei fã dos nêgo e minhas músicas preferidas são Keep the Car running, Wake Up, Neighbourhood (Power out) e No Cars Go, cujo video colo abaixo.
Para conhecer mais sobre Arcade Fire: Wikipedia e site oficial
No próximo post vou falar de mais uns caras legais, mas se não quiser esperar vai ouvindo um outro podcast da CBC, o CBC Radio 3 podcast. Trata-se de um apanhado semanal de música canadense independente, com entrevistas, comentários e, obviamente, música!
Abraço!
Muito além de Celine Dion.
Domingo, 19 de Outubro de 2008
Cursos on line para ir se preparando
10 programas de TV de maior audiência
Curiosidade importante para nós marqueteiros: os dez programas de maior audiência no Canadá na semana de 6 a 12 de outubro de 2008 segundo a Nielsen:
1 C.S.I. (CTV, Thursday)—3,163,000
2 Grey’s Anatomy (CTV, Thursday)—2,574,000
3 C.S.I. New York (CTV, Wednesday)—2,295,000
4 Criminal Minds (CTV, Tuesday)—2,232,000
5 C.S.I.: Miami (CTV, Monday)—2,145,000
6 ER (CTV, Thursday)—1,881,000
7 Survivor: Gabon (Global, Thursday)—1,849,000
8 Desperate Housewives (CTV, Sunday)—1,838,000
9 Dancing With the Stars (CTV, Monday)—1,802,000
10 Bones (Global, Wednesday)—1,729,000
Fonte: Marketing Magazine Canada
Domingo, 5 de Outubro de 2008
Emprego e imigração - dois lados da moeda
De tempos em tempos o Statistics Canada, o “IBGE” canadense, publica estudos sobre empregos e imigração. Quando isto acontece os jornais fazem a devida cobertura, sendo que recentemente vi manchetes na linha do “DESEMPREGO ENTRE IMIGRANTES AUMENTA MAIS DO QUE ENTRE CANADENSES”, fato repercutido nos fóruns de imigração.
Pode parecer bobagem, mas acho uma distinção importante de se fazer. Falar simplesmente que o desemprego aumenta entre imigrantes dá a impressão que há um desprezo crescente por “newcommers” – ou seja, cada vez menos se contrata gente vinda de outros países. Agora explicar que há um ritmo crescente de contratação de imigrantes, porém o crescimento econômico é que é insuficiente para absorvê-los, se não chega a ser animador, é ao menos um pouco mais reconfortante.
FONTE: Canada's immigrant labour market (Statcan, May, 2008)
Sábado, 27 de Setembro de 2008
Como ser um Canadense (Um mês depois....)
Mas em estando de volta, é bom falar algo que preste. Mas talvez preste mais para quem gosta de ler. Acabo de ler "Cat's eye" da Margareth Atwood, uma autora que, começo a desconfiar, beira o status de lenda viva no Canadá (Algo como João Ubaldo Ribeiro ou Paulo Coelho para nós. Ops... foi mal: Paulo Coelho e João Ubaldo no mesmo exemplo é meio descabido. Desculpe, Paulo Coelho).
Agora comecei a ler "How to Be a Canadian", de Ian and Will Ferguson. Confesso que o título me deixou meio desconfiado. "Seria um manual bobinho sobre dicas para imigrantes melhor se adaptarem?", pensei. Suspeito... tipo, cartilha oficial, sabe? Mas li "Canadian History for Dummies", coincidentemente escrito por um dos autores de "How to be..." e fiquei fascinado com o texto leve, gostoso mas altamente crítico e irônico. Resolvi arriscar os 30 doláres canadiânos (acho) na Amazon.ca. Resultado: comecei a ler ontem e já estou na página 88 (isto em uma manhã). Posso dizer com segurança: ESTE LIVRO É OBRIGATÓRIO PARA TODOS OS QUE QUEREM IMIGRAR!!!!! Loooooooonge de ser um manual bobinho, é sobretudo escrito para canadenses. Uma descrição ácida, bem humorada e leve de detalhes do Canadá que acaba por ser de extrema utildade para quem quer conhecer - mesmo - a cultura do país. MUITO ÚTIL PARA PUBLICITÁRIOS E MARQUETEIROS (ou mercadólogos, ou profissioanais de marketing, como queiram. Eu gosto de marqueteiros).
Algumas pérolas:
Do primeiro capítulo, onde alguns "fatos básicos" são explicados:
"GOVERNMENT
The capital of Canada is Bay Street, although the government is located in Ottawa (...) a city of cannals. It is often compared to Venice. In fact, among certain jet-setting circles, Venice is now known as 'The Ottawa of Europe' "
"ECONOMY
The main product manufactured in Canada is snow. Although Canada also exports Bauxite, sulphite, nitrate, alunite and celulite (Winter only. See Florida)."
Já o segundo capítulo se propõe a ensinar "How to mingle with Canandians". (Mingle eu também não conhecia, é se enturmar, misturar).
"The natural habitat of Canadians is the shopping mall. Canadians are timid, but they will respond if approached. The best way, we find, is to offer them a handfull of seed whilst speaking in a calm but firm voice"
E por aí vai. Impagável é o capitulo onde ele descreve, no mesmo tom, província a província. Uma vez eu postei uma tabela comparativa de cidades como forma de ajudar a escolher onde morar. ESQUEÇA!! Este capítulo traz pérolas que guiam muito melhor a escolha. Por exemplo, antes de "descrever" cada província, os autores falam qual seu "slogan". Por exemplo:
Ontario: "Gaze Upon Our Humble Magnificence and Bow Down Before Us"
Dá para sentir que a) o resto do Canadá não vai muito com a cara de Ontario pois acham eles metidos e b) eles são metidos. Qualquer semelhança com São Paulo é mera coincidência (lembrando que eu nasci, cresci e vivo em São Paulo, OK?).
Alberta: "Back up, nice and slow, and no one gets hurt". Referindo-se à cultura cowboy da província. Talvez seja puro preconceito. Desconfio que não...
E por aí vai. Tenho vontade de reproduzir meio livro aqui mas acho que já infringi os direitos autorais do autor o suficiente.
Acho legal esta história de ler para conhecer a cultura do país, e já tem um próximo na lista: "Why I hate Canadians", acho que dos mesmos autores. Considerando meu ritmo de leitura, lá para Janeiro chego nele. Aguarde...rs...
Domingo, 17 de Agosto de 2008
Post relâmpago
Abraço!
Sorry, esta semana vai ser isto...
Sábado, 9 de Agosto de 2008
Marqueteiros, números e o Canadá
Não é bem asim... mas eu também já achei que zoólogo era o cara que trabalhava no zoológico então não posso falar(OK, eu era criança). Mas conheço bem pouco sobre um monte de profissões (óbvio) então não me preocupo com estas visões distorcidas. Até por que, graças a alguns maus profissionais, elas são AS VEZES verdadeiras(vide alguns casos de MAL marketing político ).
Porém acho complicado marqueteiros para quem a própria atividade é mal entendida. Já vi gente em produto - assistente ou gerente de produto - reclamando por estar em uma empresa muito "financeira", que "só pensa em números"... Ou agência dizendo que o cliente reprovou uma campanha muito criativa só por que as pesquisas não mostraram aumento na intenção de compra do consumidor. "E o conceito, a imagem, etc..." diziam eles.
Vamos deixar claro: a função do marketing é vender mais, dar mais lucro. Ponto. Para tanto deve usar propaganda (aqui sim a criatividade deve rolar solta), vendas, engenharia de produtos, de forma ética e consciente. Com isto fica bem claro que números, finanças e planejamento, junto com criatividade, são ferramentas essenciais à carreira, sobretudo para Gerentes de Produto.
Por que falo isso? Por que tinha a impressão de que pessoas em marketing que não querem saber de números fossem algo brasileiro, e países como EUA, Canadá e Inglaterra isto fosse ficção.
Um post recente no blog da CMA diz que não... Lá o Richard Boire (prazer, também não sei quem é, mas ele escreve na CMA então deve ser bom) diz que ainda há muito estudante acreditando que para se dar bem em marketing você não precisa ser bom em números. Diz ele que antigamente, "...the old adage of not being a numbers person still implied that you could have a successful career in marketing". Mas segundo nosso amigo Boire, "...in order to advance to the more senior levels, marketing experience without any numbers discipline will be a roadblock to today’s young marketers wishing to advance their careers".
Pois é: falei em posts anteriores que para se dar bem em marketing no Canadá era essencial conhecer a cultura canadense de forma profunda, até para saber que ações despertam as reações mais favorável nos consumidores canadenses. Mas lá a exigência por conhecimentos de adminsitração é maior. Portanto, não ser uma "numbers person", pode ser um obstáculo a uma recolocação em marketing.
É isto.
Um abraço,
Sábado, 26 de Julho de 2008
A outra vez que quase imigrei
Só não me culpo por não ter ido pois me forço a não julgar com a cabeça de hoje minhas decisões do passado. Acho isso um exercício de crueldade sem resultado prático. Primeiro pelo fato óbvio de que não podemos mudar o que já passou. Segundo por que a maturidade de hoje não existia na época, o que tira o sentido do exercício. Nos arrependermos de escolhas feitas tem como único resultado prático nos deprimir no presente.
Se tivesse aceito eu teria vivido a experiência riquíssima pela qual meu amigo que foi passou. Vivenciado uma cultura que para nós beira o fantástico de tão rica, diferente. Teria adquirido uma bagagem pessoal, profissional... Bom, mas eu fiquei. E ao ficar conheci minha atual esposa, por quem sou apaixonado, com quem sou muito feliz e com quem levo uma vida que não troco por nada. Abrindo mão de uma coisa muito legal acabei vivendo outra coisa maravilhosa.
Qual a moral disto?
(Antes, uma observação: tenho até medo de concluir estes - poucos - posts "existenciais". Coisas que para nós são profundas postas no "papel" soam muitas vezes banais, baratas.)
Mas vá lá: a conclusão que chego é que dá para ser feliz em qualquer caminho que escolhemos. (Putz.. soou banal, mas não vou mudar). Mudar de país não pode ser uma decisão visando ir buscar a felicidade. Devemos mudar de país justamente por que JÁ SOMOS FELIZES conosco mesmos. Satisfeitos com a vida para saber que, indo ou ficando, tudo vai dar certo. Que ir é uma experiência de vida a mais, enriquece. Mas para isto é necessário saber que se está levando junto a felicidade, ela não será encontrada lá.
Abraço!
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